domingo, 19 de junho de 2011

Jardim

E nós jardinamos e tentamos ter um cantinho para flores, um cantinho para arbustos, um cantinho para vegetais, um cantinho para um limoeiro. Mas ainda falta fazer muito para que se torne no espaço que imaginava. Recantos, flores, bancos antigos, pormenores escondidos, gaiolas para pássaros abertas e com flores, uma ou outra estatueta pequenina e discreta (não gosto de estatuetas) misturada com as cores vivas das plantas.





sexta-feira, 27 de maio de 2011

O estilo vitoriano na arquitectura vigorou no Canadá nos meados do século XIX até à Primeira Guerra Mundial. É um estilo poético, faz-me lembrar pequenos palacetes, memórias vivas de outras épocas. São casas que se erguem, imponentes, altivas, quase como que a dizer: “Estou aqui e tenho tantas histórias para contar.” Mas guardam os segredos, protegem as memórias de quem lá passou, fechando-se como fortalezas, firmes no meio de um país quase perfeito, com imensos campos a perder de vista e cidades cosmopolitas, imensas, ruidosas, que não param nem dormem.

Apaixonei-me pelas casas vitorianas. Construídas com aqueles tijolos pequeninos, assimétricas, com as maravilhosas bay windows (aquelas janelas/varandas particulares que parecem querer chamar a atenção sobre si, destacando-se das fachadas), cheias de pormenores cativantes. Se eu vivesse no Canadá iria querer uma casa vitoriana.

domingo, 22 de maio de 2011

Cupcakes de chocolate

Amanhã é uma ocasião especial e resolvi aventurar-me numa nova receita de cupcakes. Cupcakes de chocolate. Tinha já feito de chocolate, mas com uma pequena variação, pois na primeira tentativa utilizei mascarpone em vez de leite. Hoje fiz a receita que retirei do blog http://sucresurlegateau.blogspot.com/. Aproveito para recomendar este blog, a sua autora é realmente talentosa e apresenta bolos divinais. Eu como amadora que sou lá vou pesquisando receitas e tentando aprimorar-me na arte da pastelaria, embora nem sempre corra bem. ;)

Deixo-vos então a receita que, segundo a autora do blog acima referido, é a que mais se aproxima do Devil's Food Cake (absolutamente delicioso... vejam só o site: http://www.marthastewart.com/photogallery/classic-cupcakes)

Ingredientes
• ½ chávena de cacau em pó
• 2 chávenas de farinha de trigo
• 1 pitada de bicarbonato de sódio
• ½ colher (chá) de fermento em pó
• 100 g de manteiga
• 1 e ¼ chávenas de açúcar
• 2 ovos
• ½ chávena de leite
• ½ chávena de água quente
• 2 colheres (chá) de essência de baunilha
• ½ colher (chá) de sal
• 1 colher (chá) de vinagre branco
Então, em primeiro lugar, vamos colocar a farinha numa taça, juntamente com o cacau em pó, o fermento, a pitada de sal e o bicarbonato. (Eu utilizei farinha de trigo já com fermento). À parte, colocamos a manteiga numa batedeira e vai-se batendo até ficar com textura de creme. Acrescenta-se o açúcar e continua-se a bater até a mistura ficar bem clara. Entretanto, vamos acrescentando os ovos um a um. Acrescenta-se a baunilha e vamos batendo. É a vez de o vinagre ser misturado à água, que entretanto deve estar num tachinho ao lume até ferver. (Em vez de utilizar vinagre, misturei o sumo de metade de um limão).
Com a batedeira ligada em velocidade média vamos acrescentando alternadamente a mistura de farinha, a água fervente (misturada com o vinagre) e o leite. Começa-se e termina-se com a mistura de farinha.
É normal a massa parecer muito líquida, mas a autora deste blog, diz-nos que não nos devemos preocupar.
Coloca-se nas forminhas e leva-se ao forno a 180ºC por cerca de 30min (no meu forno durou aproximadamente 20 minutos). Para verificar se já estão prontos, é o procedimento habitual: ir picando com um palito.
Eu experimentei, para além dos cupcakes, fazer um bolo também para ver o resultado. A verdade é que os cupcakes mesmo tendo o mesmo sabor têm um aspecto muito mais bonito, talvez por serem pequeninos. A decoração dos meus continua a deixar a desejar, mas fico feliz na mesma!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gabito


Comprei um livro do Gabriel García Márquez que ainda não tinha lido. Encantam-me os seus livros, a maneira como ele nos prende ao enredo das suas histórias, cruas, poéticas e mágicas.
Gosto da esperança eterna e inútil em Ninguém escreve ao Coronel. É essa réstia que o prende à vida, no meio de tanta miséria, tristeza e doença. Gosto da magia presente em Cem Anos de Solidão, da energia avassaladora de Macondo, do musgo que cresce em cada recanto devido à chuva que durante quatro longos anos cai sobre a cidade. É um livro rico em elementos fantásticos e míticos. A morte, o amor, o sobrenatural, a destruição e a força reaparecem ao longo das suas obras. Amor em Tempos de Cólera e Do Amor e Outros Demónios, A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile, Doze Contos Peregrinos e agora A Hora Má: O Veneno da Madrugada, entre tantos outros.
Magistral, intenso, inesquecível, assim é Gabriel.

domingo, 8 de maio de 2011

Anos 40&50

A moda dos anos 40&50 voltou! Sempre admirei o modo como as mulheres se vestiam, a maquilhagem que usavam e os penteados tão femininos e elaborados. Era a feminilidade assumida, o glamour sem medos. Regressamos aos conceitos de moda com saias rodadas, a cintura marcada, os laços, peças delicadas como blusas rendadas e com padrões.


Nos anos 40, com a Segunda Guerra Mundial, os tecidos começaram a escassear e as mulheres foram obrigadas a adoptar um estilo mais sóbrio e mais contido. A criatividade e a imaginação brilharam (na falta de meias de nylon, pintavam as pernas a imitar a costura das meias) e começaram a usar muitos lenços e chapéus, devido à falta de cabeleireiros, deixaram crescer os seus cabelos, e começaram a reformar o seu guarda-roupa, utilizando tecidos como a viscose e as fibras sintéticas.
Gabrielle Bonheur Chanel (1883-1971) viveu nesta época conturbada. Depois de uma vida difícil (perdeu a mãe muita nova e foi com os seus irmãos estudar para um colégio interno), conseguiu abrir a sua primeira casa de costura (após perder o grande amor da sua vida num acidente de carro). Quando a Alemanha invadiu a França, Coco, como era conhecida, já se tinha tornado famosa pelas suas criações. Durante a invasão, Coco ficou hospedada no famoso Hotel Ritz que era usado pelos militares alemães e fechou a sua casa, que só voltou a reabrir em 1953. Infelizmente, repudiou os seus sócios judeus (Pierre e Paul Wertheimer) que não só a ajudaram na sua carreira, como no êxito do seu perfume eterno Chanel nº5.
Devido a este passado colaboracionista, os franceses marginalizaram as suas criações. Foi viver para a Suíça para fazer face a despesas. Tornou-se admirada pela ex-primeira dama Jackie Kennedy, começando a aparecer nas revistas de moda.
Faleceu no Hotel Ritz em Paris em 1971, onde viveu durante anos.

Westrags

Descobri este site de moda online há pouco tempo e apaixonei-me por algumas peças e por alguns preços, que são mesmo convidativos. Nunca fiz uma encomenda, mas creio que em breve irei fazê-la. Estas são três peças que quero ter...
Tão vintage e tão românticas, não acham?