A moda dos anos 40&50 voltou! Sempre admirei o modo como as mulheres se vestiam, a maquilhagem que usavam e os penteados tão femininos e elaborados. Era a feminilidade assumida, o glamour sem medos. Regressamos aos conceitos de moda com saias rodadas, a cintura marcada, os laços, peças delicadas como blusas rendadas e com padrões.
Nos anos 40, com a Segunda Guerra Mundial, os tecidos começaram a escassear e as mulheres foram obrigadas a adoptar um estilo mais sóbrio e mais contido. A criatividade e a imaginação brilharam (na falta de meias de nylon, pintavam as pernas a imitar a costura das meias) e começaram a usar muitos lenços e chapéus, devido à falta de cabeleireiros, deixaram crescer os seus cabelos, e começaram a reformar o seu guarda-roupa, utilizando tecidos como a viscose e as fibras sintéticas.
Gabrielle Bonheur Chanel (1883-1971) viveu nesta época conturbada. Depois de uma vida difícil (perdeu a mãe muita nova e foi com os seus irmãos estudar para um colégio interno), conseguiu abrir a sua primeira casa de costura (após perder o grande amor da sua vida num acidente de carro). Quando a Alemanha invadiu a França, Coco, como era conhecida, já se tinha tornado famosa pelas suas criações. Durante a invasão, Coco ficou hospedada no famoso Hotel Ritz que era usado pelos militares alemães e fechou a sua casa, que só voltou a reabrir em 1953. Infelizmente, repudiou os seus sócios judeus (Pierre e Paul Wertheimer) que não só a ajudaram na sua carreira, como no êxito do seu perfume eterno Chanel nº5.
Devido a este passado colaboracionista, os franceses marginalizaram as suas criações. Foi viver para a Suíça para fazer face a despesas. Tornou-se admirada pela ex-primeira dama Jackie Kennedy, começando a aparecer nas revistas de moda.
Faleceu no Hotel Ritz em Paris em 1971, onde viveu durante anos.


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