sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cheesecake de chocolate

Fiz um cheesecake de chocolate no forno. Tinha algumas reticências em experimentar fazer no forno, porque não imaginava como é que esta sobremesa iria sair feita desse modo. Fica absolutamente divinal e nunca pensei que no forno ficasse com esta textura e sabor. O cheesecake já era conhecido dos antigos gregos e os norte-americanos deram-lhe um grande impulso, sendo uma das sobremesas mais consumidas na terra do tio Sam.

Ingredientes:
Base
Bolachas digestive
Manteiga q.b

2 embalagens de queijo Philadelphia
1 pacote de natas para bater
2 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de açúcar
½ colher de sal
1 colher de essência de baunilha
3 ovos

Cobertura
Um iogurte natural de soja
Meia tablete de chocolate negro (125gr)




Aquece-se o forno a 180ºC e começa-se por preparar a base do cheesecake. Pica-se as bolachas digestivas, juntando-se depois à manteiga, que deve estar à temperatura ambiente. Devemos misturar até ficar com a textura de areia e depois forramos uma tarteira com esta base, que devemos levar ao frigorífico durante 30 minutos aproximadamente.
Numa tigela coloca-se o queijo creme e bate-se com o açúcar e a farinha e a pitada de sal. Juntamos as natas, a essência de baunilha e os ovos, um a um. Pomos esta mistura na tarteira e colocamos no forno. Passado algum tempo (20 minutos aproximadamente) baixamos a temperatura para 150ºC. Deve cozer em 40 minutos. Podemos deixá-lo arrefecer dentro do forno, com a porta entreaberta, porque segundo li no site de onde retirei esta receita, isso vai influenciar a sua textura no interior (como podem verificar aqui (http://casadavidazinha.blogspot.pt/2011/07/cheesecake-no-forno-com-frutos.html)




Este cheesecake ficou maravilhoso e recebeu elogios de quem o provou!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Bolo de chocolate e avelãs

Este Natal passado foi o primeiro que passámos com os meus sogros. A minha sogra estava contente, pois íamos passá-lo juntos, em família, e em casa dela. Logo, quando ela me disse que ia fazer o Tronco de Natal, não fazia sentido que eu também o quisesse fazer. Não se pode entrar em competições com as sogras e, na verdade, não quis que os nossos troncos competissem para ver qual era o mais saboroso. Deixei-a ficar com o Tronco e empenhei-me então em fazer sobremesas que tivessem também algo de especial. Entusiasmei-me pelo chocolate, agora que olho para trás vejo que o chocolate foi o elemento predominante em todas elas! Fiz a Pavlova de chocolate, uma tarte de Maple Syrup (xarope de ácer), com um toque de Baileys e recheada de frutos secos (ficou deliciosa. Mais tarde coloco aqui a receita) e um bolo de chocolate e avelãs. Não referi, mas a tarte de Maple Syrup levava chocolate, por isso, como podem ver o chocolate foi ingrediente central este Natal. Este bolo é relativamente simples de fazer e fica muito bom, de todas as sobremesas que fiz posso mesmo dizer que foi o meu preferido.

Ingredientes:
150 gr de manteiga cortada em pedaços
150 gr de açúcar amarelo
4 ovos, claras e gemas separadas
150 gr de farinha de trigo (utilizei a Branca de Neve, que já traz o fermento incorporado, mas para quem utilizar a outra, sem fermento, deverá acrescentar 1 colher de chá de fermento em pó)
100 gr de avelãs partidas em pedacinhos
200 gr de chocolate negro partido em bocados
1 pitada de sal

Recheio:
125 ml de natas batidas

Cobertura:
150 gr de chocolate negro
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 colheres de sopa de natas
Avelãs partidas em bocadinhos





Pré-aqueça o forno a 180ºC. Numa tigela média, bata a manteiga com o açúcar, até obter uma massa esbranquiçada e cremosa. Junte as gemas, uma de cada vez, e vá batendo. Adicione a farinha (e o fermento em pó, caso tenham utilizado a farinha sem fermento). Acrescente as avelãs e o chocolate partido em bocadinhos. Bata as claras em castelo, juntamente com o sal e adicione-as à mistura. Espalhe a massa numa forma de fundo amovível e deixe cozer durante uns 30/35 minutos.
Para preparar a cobertura, derreta o chocolate em banho-maria. Junte a baunilha e as natas e mexa com uma colher de pau.
Para o recheio, bata as natas até ficarem firmes. Quando o bolo estiver frio, corte-o ao meio, na horizontal. Recheie o bolo com as natas batidas e barre com a cobertura de chocolate. Enfeite com as avelãs (eu lasquei as avelãs inteiras com um ralador de cozinha, em vez de as colocar aos pedacinhos).

(Receita retirada de "O Pequeno Grande Livro de Cozinha)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pavlova de Chocolate


Depois de tanto ouvir falar da Pavlova, num sábado cinzento e chuvoso de Novembro, decidi aventurar-me e arriscar. É uma sobremesa muito simples de fazer, rápida e sem truques de cozinheira experiente. Ficou deliciosa e fez um sucesso enorme aqui em casa. Fiz a Pavlova de chocolate, base de merengue com cacau magro, coberta com natas e raspas de chocolate preto e branco, uma combinação fantástica! Optei por colocar as natas batidas por cima da Pavlova quando servi, mas o melhor é colocá-las por cima das fatias, pois o merengue amolece à medida que vai absorvendo as natas e se restar alguma sobremesa para o dia seguinte não terá a mesma qualidade.

Ingredientes para a base de merengue:
4 claras de ovos grandes
250 g de açúcar
2 colheres de sopa de cacau em pó
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1 pitada de sal
1 colher de chá de vinagre

Ingredientes para a cobertura:
1 pacote de natas
2 colheres de sopa de açúcar
Raspas de chocolate branco e preto

Pré-aqueça o forno a 180º. Bata as claras e vá juntando o açúcar gradualmente e a pitada de sal. Junte o vinagre e o extracto de baunilha e vá envolvendo o cacau grosseiramente (visto que depois vamos encontrar pedacinhos crocantes de cacau misturados com o meregue). Entretanto coloque a mistura numa forma ou numa tarteira previamente forrada com papel vegetal. Leve ao forno, descendo a temperatura para 150ºC. Deverá ficar a cozer durante 1h15m (aproximadamente). Deve ficar bem seco nas beiras mas mais macio no centro. Deixe esfriar completamente ainda dentro do forno. Finalmente, batem-se as natas, que deverão estar frias, juntando o açúcar. Colocam-se na pavlova e voilá, uma sobremesa absolutamente deliciosa!

domingo, 2 de outubro de 2011

Casa - Zara Home

Há umas semanas entrei na Zara Home e deliciei-me com pequenos detalhes que gostaria muito de ter em minha casa.


(Copo de Água flores 3,99€)


(Copo de Água Edera 1,99€)


(Copo de Água Brasilia 1,00€)


(Almofada Big Floral 19,99€)


(Cabide Yankton 7,99€)


(Colcha e Capa de Almofada Levi - 9,99€ e 59,99€)


(Coperta Milton 59,99€)


(Manta Himalaya 99,99€)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cabelo seco



Bom, a propósito ainda do cabelo seco, existe uma receita caseira que podemos fazer e que faz maravilhas pelo nosso cabelo. Os ingredientes são simples e bastante acessíveis:
- 1 iogurte natural
- 1 colher de sopa de mel
- 1 colher de chá de óleo de amêndoas doces
O que temos que fazer é misturar todos os ingredientes e aplicar no cabelo molhado (mas não lavado). Depois podemos enrolar um pouco de papel de alumínio à volta da cabeça para que a mistura não comece a escorrer (se tiverem uma touca também deve funcionar). Depois é o procedimento normal da lavagem.
Devido ao mel, a mistura fica com um cheiro maravilhoso que depois permanece no cabelo... por isso, às vezes, ponho até mais um pouquinho. Curiosamente, a cor do meu cabelo fica mais viva (é pintado), o cabelo fica mais hidratado e bonito. Experimentem!

Óleo de Argan (Huile d' Argan)

Cabelo seco

Adoro todos os produtos de tratamento para cabelos. Tenho cabelos secos, um pouco fustigados pelo uso excessivo do secador e da placa de alisar. Desde que vim morar para aqui, talvez pelo facto de a água não ser tão calcária, que o meu cabelo ganha jeitos ondulados que eu não gosto mesmo. Daí o uso do secador e da placa e as consequências disso também: pontas secas, cabelo maltratado e idas frequentes ao cabeleireiro para readquirir o aspecto de um cabelo mais saudável.
Penso que para qualquer mulher que se identifique um pouco com a descrição que acabei de fazer, a hidratação do seu cabelo é fundamental. Ontem, perdida na imensa teia da Internet descobri as maravilhas do Argan Oil (o óleo de Argão). Parece que está a fazer as delícias das estrelas de Hollywood pelas suas propriedades miraculosas...



A Argânia (Argania spinosa) é uma árvore que vive em média entre 125 e 150 anos, e pode ser encontrada principalmente em Marrocos. Apesar da sua enorme resistência, a Argânia encontra-se actualmente ameaçada devido a uma desflorestação intensiva desencadeada no início do século XX. O seu desaparecimento seria terrível para a região, pondo em risco a manutenção e o equilíbrio do ecossistema. Desde 1998, as Argânias foram declaradas reserva de biosfera do reino de Marrocos pela UNESCO pela sua contribuição para o desenvolvimento ecológico, económico e social, e científico desta região.
É desta árvore que se extrai há muitos séculos o óleo de argão, conhecido por Ouro Marroquino. A partir dos seus frutos, que contêm amêndoas, as mulheres marroquinas extraem o óleo. Fazem-no através de processos de pressão artesanais, morosos e difíceis... são necessários 30 a 50 quilos de sementes para obter um litro de óleo! A sua produção é formada e gerida por grupos de mulheres e esta actividade constitui uma importante base de sobrevivência.
Este óleo foi descoberto há séculos por estas mulheres, que o utilizaram para proteger a sua pele, o cabelo e unhas devido às suas propriedades excepcionais. Rico em vitamina E, Ómega 6, Fitoesteróis, entre outros, é um poderoso antioxidante, hidratante, confere elasticidade e regenera.
Este óleo chega a atingir preços exorbitantes, portanto, cuidado com as imitações. Para quem não pode gastar muito para conseguir ter este óleo, a Bottega Verde, conseguimos encontrar alguns produtos à base de óleo de Argão, bem como na Yves Rocher.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ísis

Este Verão fomos a Santiago de Compostela. Apanhámos um dia cinzento, ventoso e frio em pleno Agosto. Encontrámos, como é natural, uma cidade movimentada, agitada, cheia de peregrinos e turistas ansiosos por visitar a catedral e ver o local onde os restos mortais do Apóstolo estão depositados. Queria muito ir a Santiago de Compostela há imenso tempo, já visitei muitos sítios em Espanha, até porque enquanto vivi lá aproveitei para passear muito. Mas Santiago era ainda novidade para mim e já fazia parte do meu imaginário há muito tempo. Fomos e vimos a Catedral quase de fugida, muita, muita gente, muitas filas, muito frio e vento. Fiz o meu pedido a Santiago e vi a representação de uma Santa negra. Bonita com um bebé ao colo. Em conversa com a minha mãe descobri que é Ísis. Mas vamos por partes. Existem espalhadas por diversos locais religiosos as Virgens Marias negras que, segundo as lendas, são extremamente poderosas pela sua capacidade de fazerem milagres. Remontam aos primórdios dos tempos e foram encontradas em santuários, em basílicas, em grutas até. A maioria dos estudiosos das Deusas defende a ligação a cultos muito antigos, talvez até pré-históricos, relacionados com a terra, o útero, a Mãe Terra, a Deusa Mãe, que também era conhecida no paganismo como a Deusa da Fertilidade, da Fecundidade.

E o que me traz hoje aqui ao meu blogue é Ísis. Ísis é uma deusa egípcia que foi venerada não só no Egipto como no universo greco-romano. Existem pela Internet sites muitos interessantes que exploram o modo como o culto a Ísis foi absorvido pelo Cristianismo e como muitos templos dedicados a Ísis foram convertidos em templos dedicados a Maria. Na Catedral de Santiago de Compostela reparei naquela imagem linda de uma negra com um menino sentado a seu colo, ambos com uma expressão serena e risonha. Ela segura uma bola na mão direita, ele uma bolinha com relevo na mão esquerda. Fiz imensas pesquisas na Internet para tentar descobrir quem representam e pelo que me parece é mesmo Ísis, com o seu filho Hórus. Em Espanha há registo do culto a Ísis e os documentos relativos a esse culto são datados do século III. Em Portugal descobriram-se inscrições dedicadas a Ísis.
Ísis, deusa referenciada como deusa Mãe, força fecundadora da natureza, deusa da maternidade e do nascimento,

continua a perdurar através dos séculos, com a sua imensa força e poder.